20 dados importantes sobre emprego e renda em 2014

Vamos ver as principais conclusões da Pesquisa Mensal do Emprego[1] do IBGE para dezembro de 2014?

Comecemos, então, com o gráfico comparativos do meses de dezembro dos últimos anos,

IBGE 12 2014 1

Entre outros dados, veremos nesse texto que:

- Rendimento dos pretos e pardos equivale a 58,0% dos rendimentos dos brancos

- 65,4% dos trabalhadores têm 11 anos ou mais de estudo

- Rendimento das mulheres equivale a 74,2% do rendimento dos homens

- Renda do trabalho doméstico sobre 69,9% em 11 anos

- Desemprego médio em 2014 foi 4,8% contra 12,4% em 2003

O IBGE divulgou em 29/01/2015 o relatório do qual vamos retirar as informações mais relevantes para uma avaliação do emprego e da renda do trabalho no Brasil

1 Desemprego de 4,3% em dezembro 2014

Em dezembro de 2014, a taxa de desocupação foi estimada em 4,3%, repetindo o percentual de dezembro de 2013 e mantendo o menor nível de toda a série histórica da PME.Em novembro de 2014, a taxa tinha sido de 4,8%.

Veja o gráfico da desocupação nos últimos meses.

IBGE 12 2014 2

2 Desemprego médio em 2014 foi 4,8% contra 12,4% em 2003

Já a taxa de desocupação média de janeiro a dezembro de 2014 foi estimada em 4,8% (a menor da série), contra 5,4% em 2013.

Em relação a 2003 (12,4%), a redução chegou a 7,5 pontos percentuais.

Se considerarmos que temos, aproximadamente, 100 milhões de trabalhadores no Brasil e extrapolando os dados das regiões metropolitanas para o país todo, chegamos à conclusão que criamos 7,5 milhões de empregos entre 2003 e 2014.

3 Média anual da população desocupada

Em 2014, a média anual da população desocupada foi estimada em 1,176 milhão de pessoas desocupadas. Esse número é 54,9% menor que o de 2003, que foi de 2,608 milhões.

A média de desocupação de 2014 foi, também, 10,8% abaixo da média de 2013 (1,318 milhão).

Considerando só o mês de dezembro de 2014, a população desocupada nas seis regiões pesquisadas (1,051 milhão) recuou 11,8% em relação a novembro (1,192 milhão) e 0,9% contra dezembro de 2013 (1,061 milhão).

4 Média anual da população ocupada em 2014

A média anual da população ocupada nas seis regiões pesquisadas em 2014 foi estimada em 23,087 milhões de pessoas, recuando 0,1% em relação a 2013, quando este contingente era de 23,116 milhões.

5 Média anual da população ocupada em dezembro de 2014

Em dezembro de 2014, a população ocupada nas seis regiões pesquisadas chegou a 23,224 milhões, recuando 0,7% em relação a novembro e ficando estatisticamente estável (0,5%) frente a dezembro de 2013.

6 Carteira assinada 50,8% contra 39,7% em 2003

O percentual médio de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado em relação à população ocupada passou de 50,3% (11,6 milhões) em 2013, para 50,8% (11,7 milhões) em 2014.

Em 2003 essa proporção era de 39,7% (7,3 milhões). Em 12 anos esse contingente cresceu 59,6% (ou mais 4,4 milhões).

Em dezembro de 2014, havia 11,807 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, apresentando estabilidade no mês e no ano.

7 Média do rendimento real sobe para R$ 2.104,16 contra R$ 1.581,31 em 2003

Em 2014, a média anual do rendimento habitual real da população ocupada (R$ 2.104,16) cresceu 2,7% em relação a 2013 (R$ 2.049,35).

Em relação a 2003 (R$1.581,31), houve um ganho de 33,1% (ou cerca de R$ 522,85).

8 Renda do trabalho doméstico sobre 69,9% em 11 anos

De 2003 a 2014, o rendimento habitual real nos serviços domésticos teve o maior aumento (69,9%) entre os grupamentos de atividade pesquisados pela PME.

Em dezembro de 2014, o rendimento médio habitual dos ocupados era R$ 2.122.10. Houve queda de 1,8% em relação a novembro (R$ 2.161,93) e alta de 1,6% contra dezembro de 2013 (R$ 2.089,57).

9 Média anual da massa de rendimento

A média anual da massa de rendimento real mensal habitual em 2014 (R$ 49,3 bilhões) cresceu 3,0% em relação a 2013 e 66,0% contra 2003.

Em dezembro de 2014, a massa de rendimento real habitual (R$ 50.015 milhões) caiu 2,4% em relação a novembro (R$ 51.243 milhões) e subiu 1,4% em relação a dezembro de 2013 (R$ 49.307 milhões).

Já a massa de rendimento efetivo (R$ 55.180 milhões) cresceu 7,2% em relação a outubro (R$ 51.467 milhões) e cresceu 5,5% contra novembro de 2013 (R$ 52.297 milhões).

10 Rio de Janeiro mostra maior redução na população desocupada

O maior percentual de redução na população desocupada de 2014 em relação a 2013 foi na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (-23,4%), com São Paulo (-16,5%) e Belo Horizonte (-12,5%) a seguir.

Nas Regiões Metropolitanas de Salvador (14,8%), Porto Alegre (8,7%) e Recife (1,8%), por outro lado, a população desocupada cresceu entre 2013 e 2014.

11 Nível de ocupação das mulheres ainda é menor, porém cresce mais que o dos homens

O nível da ocupação, proporção entre a População Ocupada e a População em Idade Ativa (dez anos ou mais de idade), alcançou 53,3%. Frente a 2003 (50,0%) houve alta de 3,2 pontos percentuais.

O nível de ocupação das mulheres (45,4%) continuou inferior ao dos homens (62,6%), mas, em relação a 2003, seu aumento foi superior ao dos homens.

12 Sobem ocupação de jovens de 18 a24 anos e da população de cor preta ou parda.

Em relação a 2003, aumentou o nível da ocupação dos jovens de 18 a 24 anos (de 53,8% para 57,2%) e da população de cor preta ou parda (de 48,5% para 53,0%).

13 Rendimento das mulheres equivale a 74,2% do rendimento dos homens

A pesquisa apontou disparidades entre os rendimentos de homens e mulheres e, também, entre brancos e pretos ou pardos.

Em 2014, em média, as mulheres ganhavam em torno de 74,2% do rendimento recebido pelos homens – uma expansão de 0,6 ponto percentual frente a 2013 (73,6%). A menor proporção foi registrada em 2003, 70,8%.

14 Rendimento dos pretos e pardos equivale a 58,0% dos rendimentos dos brancos

O rendimento dos trabalhadores de cor preta ou parda, de 2003 para 2014, cresceu 56,3%, enquanto o rendimento dos trabalhadores de cor branca cresceu 30,4%.

Mas a Pesquisa registrou também, que os trabalhadores de cor preta ou parda ganhavam, em média, em 2014, 58,0% do rendimento recebido pelos trabalhadores de cor branca. Em 2013, esta razão era 57,4%. Destaca-se que, em 2003, não chegava à metade (48,4%).

15 Cresce a presença de pessoas com 50 anos ou mais no mercado de trabalho

De 2013 para 2014, a proporção de pessoas com 50 anos ou mais de idade na população em idade ativa aumentou de 32,3%, para 34,1%.

Neste período, a presença de pessoas com 50 anos ou mais de idade no mercado de trabalho passou de 23,6%, para 24,7%.

Em 2003, este grupo representava 16,7% da população ocupada.

16 Escolaridade de população continua crescendo

De 2013 para 2014, a escolaridade da população com 10 anos ou mais de idade aumentou.

A proporção de pessoas com 11 anos ou mais de estudo cresceu 1,4 ponto percentual (de 48,5% para 49,9%).

Em relação a 2003, quando este percentual era 34,3%, a expansão foi de 15,5 pontos percentuais em 12 anos.

17 65,4% dos trabalhadores têm 11 anos ou mais de estudo

Entre os trabalhadores, o avanço da população com 11 anos ou mais de estudo foi ainda maior, passando de 46,7% em 2003 para 65,4 % em 2014, crescimento de 18,7 pontos percentuais.

18 Trabalhadores com superior completo sobem de 13,8 em 2003 para 21,3% em 2014

Aumentou também a proporção de trabalhadores com ensino superior completo: em 2003 eles representavam 13,8% e, em 2014, 21,3%.

19 Para mais informações veja:

 http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=2816

20 A pesquisa completa está em:

www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/

 [1] A Pesquisa Mensal de Emprego produz indicadores mensais sobre a força de trabalho que permitem avaliar as flutuações e a tendência, a médio e a longo prazos, do mercado de trabalho, nas Regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

About cesarlocatelli

Sócio Diretor da F2 Formação Financeira. Mestre em Economia e Professor de Finanças, Derivativos e Planejamento Financeiroa
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