Resumo da 172ª Reunião do Copom Janeiro 2013

Veja as informações mais importantes da ata.

1. A inflação de serviços segue em níveis elevados, e há pressões no segmento de alimentos e bebidas.

2. A variação média das cinco medidas de núcleo deslocou-se de 5,37% em novembro para 5,60% em dezembro.

3. O Copom avalia que os efeitos do comportamento dos preços no atacado sobre a inflação para os consumidores dependerão das condições atuais e prospectivas da demanda e das expectativas dos formadores de preços em relação à trajetória futura da inflação.

4. Na agricultura, prognósticos feitos pelo IBGE indicam crescimento de 9,9% da produção de grãos em 2013.

5. A lenta recuperação da confiança explica, em parte, porque os investimentos ainda não reagiram aos estímulos introduzidos na economia.

6. Houve expansão de 0,2% nas exportações e recuo de 6,5% nas importações, ambos na margem.

7. Os Indicadores de Condições de Crédito evidenciam moderação no ritmo de aprovação de concessões para pessoas jurídicas. Em relação ao crédito às pessoas físicas, a análise sugere crescimento tanto no segmento voltado ao consumo como no habitacional.

8. De acordo com a série dessazonalizada pelo Banco Central, a taxa de desocupação passou de 5,4% em outubro para 5,3% em novembro.

9. O nível de ocupação – que representa a proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa – atingiu novo máximo da série em novembro (55,3%). A massa salarial real cresceu 8,3% em relação a novembro de 2011.

10. Os dados disponíveis indicam que o mercado de trabalho permanece aquecido, embora com alguns sinais de moderação na margem.

11 A taxa de crescimento acumulada em doze meses do comércio ampliado até novembro ficou em 8,0%, com expansão em todos os dez segmentos pesquisados.

12. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) na indústria de transformação, calculado pela FGV, sem ajuste sazonal, recuou para 84,8% em dezembro (84,1% em dezembro de 2011).

13. A balança comercial fechou 2012 com superavit de US$19,4 bilhões (US$29,8 bilhões em 2011).

14. O deficit em transações correntes acumulado em doze meses atingiu US$51,8 bilhões em novembro, equivalente a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

15. Já os investimentos estrangeiros diretos totalizaram US$66,5 bilhões até novembro de 2012, equivalentes a 2,9% do PIB, superando a necessidade de financiamento externo.

16. O ritmo de recuperação da atividade econômica doméstica – menos intenso do que se antecipava – se deve essencialmente a limitações no campo da oferta.

17. A maior dispersão de aumentos de preços ao consumidor e a reversão de isenções tributárias tendem a contribuir para que, no curto prazo, a inflação se mostre resistente.

18. O Comitê destaca a estreita margem de ociosidade no mercado de trabalho. Um risco significativo reside na possibilidade de concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade e suas repercussões negativas sobre a dinâmica da inflação.

19. O nível de utilização da capacidade instalada se encontra abaixo da tendência de longo prazo, ou seja, está contribuindo para a abertura do hiato do produto e para conter pressões de preços.

20. Importa destacar que as perspectivas para os próximos semestres apontam moderação na dinâmica dos preços de certos ativos reais e financeiros.

Em resumo, o Copom destaca que o balanço de riscos para a inflação apresentou piora no curto prazo e que a recuperação da atividade doméstica foi menos intensa do que o esperado, bem como que certa complexidade ainda envolve o ambiente internacional.

About cesarlocatelli

Sócio Diretor da F2 Formação Financeira. Mestre em Economia e Professor de Finanças, Derivativos e Planejamento Financeiroa
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