10 temas importantes da ata do Copom julho/2013

1 Inflação

reuniãoO IPCA variou 0,26% em junho, ante 0,37% em maio, de acordo com o IBGE.

A desaceleração mensal do IPCA foi favorecida, principalmente, pelo arrefecimento, de 0,31% para 0,04%, nos preços do grupo alimentação e bebidas.

O índice de difusão atingiu 55,34% em junho, ante 63,01% em maio.

Considerados períodos de doze meses, o IPCA aumentou 6,70% em junho, ante 6,50% em maio.

 2 Crédito e inadimplência

A relação crédito/PIB atingiu 54,7%, ante 54,3% em abril e 50,3% em maio de 2012.

A taxa de inadimplência do sistema financeiro, correspondente às operações com atraso superior a noventa dias, situou-se em 3,6% em maio, permanecendo estável pelo quarto mês consecutivo.

Os indicadores referentes às operações com pessoas físicas e jurídicas mantiveram-se estáveis em relação a abril, 5,3% e 2,3%.

 3 Atividade econômica

Assim como outros indicadores mensais de atividade, o relativo à indústria tem estado volátil em meses recentes, o que em parte reflete ajustes no número de dias úteis decorrentes de feriados móveis.

Nesse contexto, a produção industrial recuou 2,0% em maio, revertendo a alta de 1,9% observada em abril, de acordo com a série da produção industrial geral dessazonalizada pelo IBGE.

4 Avaliação prospectiva das tendências da inflação 

Desde a última reunião do Copom, a mediana das projeções coletadas pelo Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais (Gerin) para a variação do IPCA em 2013 manteve-se inalterada em 5,81%. Para 2014, a mediana das projeções de inflação elevou-se de 5,80% para 5,90%.

Importa destacar ainda que, para o Comitê, depreciação cambial constitui fonte de pressão inflacionária em prazos mais curtos.

 5 Mercado de trabalho

 A taxa de desemprego permaneceu estável em 5,8% em maio, nas comparações com abril e com igual mês de 2012, de acordo com a PME, do IBGE, realizada nas seis principais regiões metropolitanas do país.

No mercado de fatores, o Copom destaca a estreita margem de ociosidade no mercado de trabalho e pondera que, em tais circunstâncias, um risco significativo reside na possibilidade de concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade e suas repercussões negativas sobre a inflação.

 6 Ambiente externo

A recuperação da economia mundial se mantém em ritmo moderado.

Nos EUA, os indicadores econômicos mais recentes indicam que a atividade econômica segue se beneficiando da recuperação nos mercados imobiliário e de trabalho.

Zona do Euro, a taxa de desemprego atingiu novo recorde em maio, 12,2%. Na China, os sinais desaceleração da atividade seguem sendo capturados pelo indicadores de investimentos em ativos fixos e de produção industrial.

 7 Volatilidade e bolsas de valores

No período entre as reuniões, o índice CBOE VIX, que havia atingido 14,8 pontos, alcançou 20,5 pontos em 20 de junho, maior valor desde 28 de dezembro de 2012.

Diversos mercados acionários se desvalorizaram, com destaque para os índices Ibovespa do Brasil, Shanghai Composite da China, Istanbul Stock Exchange National 100 Index da Turquia e FTSE MIB da Itália.

 8 Preços das commodities

No mercado internacional de commodities, a ampla oferta de grãos e as perspectivas de boas safras em 2013/2014 têm mantido os preços das agrícolas em queda, em particular milho e trigo.

No mercado de commodities metálicas, os recuos de preços seguem sendo explicados pelas incertezas em relação à demanda chinesa e pela valorização do dólar, mais recentemente amplificada pela perspectiva de diminuição dos estímulos monetários nos EUA.

De forma diversa, o aumento das tensões geopolíticas na Síria e no Egito traduziu-se em pressão altista para os preços do petróleo.

9 Comércio exterior e reservas internacionais

A balança comercial brasileira registrou superavit de US$2,4 bilhões em junho, resultado de exportações de US$21,2 bilhões e importações de US$18,8 bilhões.

As reservas internacionais no conceito de liquidez, que inclui linhas com recompra, totalizaram US$371,1 bilhões em junho, reduções de US$3,3 bilhões no mês e de US$7,5 bilhões no ano.

 10 Mercado monetário e operações de mercado aberto

 A taxa real de juros, medida pelo quociente entre a taxa nominal de um ano e a expectativa de inflação (suavizada) para os próximos doze meses, elevou-se de 2,53% em 27 de maio para 3,35% em 8 de julho, devido principalmente ao aumento das taxas de juros nominais.

 Em 8 de julho, o saldo líquido passivo em câmbio do Banco Central em swaps cambiais alcançou o equivalente a US$25,2 bilhões em valor nocional.

About cesarlocatelli

Sócio Diretor da F2 Formação Financeira. Mestre em Economia e Professor de Finanças, Derivativos e Planejamento Financeiroa
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