Frações Financeiras 37 – 20 Conselhos do Guia Valor Econômico de Finanças Pessoais

Ao reler a publicação do Valor Econômico senti que poderia repetir a divulgação de alguns temas que insistem em assombrar nossas vidas financeiras. Os conselhos que seguem foram extraídos do Guia Valor Econômico de Finanças Pessoais, por Mara Luquet, editora Globo, 2007.

cem raeis 11. “Qualquer investimento que te deixe intranquilo é contra-indicado.” A chance de errar num momento de nervosismo do mercado aumenta muito quando não estamos seguros.

2. “Quanto mais variar o valor [de um] ativo, mais riscos ele contém.” A essas variações de preços denominamos risco de mercado.

3. “Nunca entre num mercado sem antes conhecer seus riscos. Saiba que todo investimento embute uma dose de risco, portanto, não sossegue até estar convencido de que tem consciência dos riscos do mercado no qual você está investindo.” Eu acrescentaria que se não conhecer bem somente entre com um tostão.

4. ”Quanto maior a parcela de suas economias destinada a ações, maior o potencial de aumentar a rentabilidade no longo prazo. No entanto, mais riscos você estará correndo.”

5. “Procure um gerente certificado [CPA10 ou CPA20] e faça o teste: pergunte o que ele acha dos títulos de capitalização. Se ele insinuar que essa é uma opção de investimento troque de gerente.”

cem reais6. “Quando comprar um título de renda fixa, pergunte quem é o emissor, vasculhe seu passado, [...] desconfie que ele paga uma taxa muito alta. Lembre-se de que as taxas são sempre proporcionais aos riscos.” Se não quiser correr o risco de calote, restrinja-se aos títulos de bancos e aos R$ 250 mil garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos.

7. “Não adianta correr para a Bolsa em épocas de alta, nem tente ficar adivinhando quando ela vai subir ou cair para entrar ou sair desse mercado. Mesmo os gestores mais experientes têm problemas ao tentar entrar nesse jogo de adivinhação.”

8. [...] “hoje é perfeitamente legal fazer movimentação financeira para o exterior. Você poderá investir em ações, fundos, imóveis, ou em qualquer outro ativo que desejar.”

9. “Por ter esse conhecimento antecipado do ganho futuro [no mercado de renda fixa], muitos investidores costumam pensar que um título de renda fixa é uma aplicação sem riscos. Isso é um grande equívoco.”

10. “Em comparação com as taxas cobradas nos fundos DI distribuídos na rede de agências, as chances de fazer um bom negócio comprando diretamente o título [no Tesouro Direto] são muitas, porque a taxa de administração no varejo é altíssima, e você certamente economizará optando pela compra direta dos títulos.”

11. “Nunca despreze a força dos juros compostos. Para suas aplicações, juros compostos podem, no longo prazo, fazer pouco dinheiro virar muito dinheiro.”

12. “Por fim, aplique [em ações] apenas aquela parte do dinheiro que você poderá suportar perder sem comprometer toda sua saúde financeira.”

cem reais 213. “Os corretores ganham dinheiro quer você tenha lucro ou não com suas ações, porque cobram uma taxa de corretagem para executar suas ordens na Bolsa. Outro ponto é que, quanto mais ordens de compra e venda você der, mais eles ganharão dinheiro.”

14. “O preço de uma ação reflete a expectativa dos investidores em relação à saúde econômico-financeira da empresa. [...]. Outro fator [...] é o risco da própria economia ou influências externas.”

15. “Qualquer decisão de compra ou de venda de uma ação deve ter como ponto de partida seus objetivos de investimento.”

16. “Quando você estiver pensando em comprar ações para sua aposentadoria deverá considerar dois aspectos. O potencial de valorização e seu retorno com dividendos.” “[...] buscando uma espécie de pensão que espera receber regularmente.”

17. “É muito difícil a cota de um fundo chegar a zero, mas às vezes acontece. [...] No entanto, pior do que zerar seu patrimônio é ser obrigado a cobrir um prejuízo do fundo. Ou seja, além de perder seu patrimônio, você tem que honrar operações que funcionam como uma espécie de empréstimo, realizadas pelo gestor do fundo em seu nome”.

18. “Os planos PGBLs e VGBLs possuem uma taxa de carregamento que morde uma fatia da aplicação inicial. Trata-se de uma taxa cobrada exclusivamente sobre o valor aportado ao plano. Portanto, a rentabilidade do fundo que é informada não é afetada por esse custo. O que impacta na rentabilidade é a taxa de administração cobrada pelo gestor do fundo no qual estão aplicados os recursos. Uma aplicação de R$ 1.000 num plano com taxa de carregamento de 3% resulta na verdade num investimento de R$ 970.”

19. “A lógica da aplicação dos fundos imobiliários é a mesma de quem investe em imóveis. A diferença é que, por meio dos fundos, é possível comprar apenas uma parte do imóvel e não ter dores de cabeça com sua administração.”

cem reais 320. “Alavancagem é um termo que se aplica em várias situações. Qualquer situação em que a empresa ou o investidor assuma uma posição maior do que permitem seus recursos é uma forma de alavancagem. Os contratos derivativos permitem que você faça esse tipo de operação [alavancagem] com agilidade, pois quando são negociados em Bolsa são contratos padronizados e com liquidez.” Os bancos são empresas de alto risco porque operam sempre alavancados: emprestam do público para re-emprestar a outros clientes.

PS. Infelizmente o Guia foi atualizado pela última vez em 2007 e, desse modo, traz algumas imprecisões por mudanças no mercado e em sua regulamentação.

About cesarlocatelli

Sócio Diretor da F2 Formação Financeira. Mestre em Economia e Professor de Finanças, Derivativos e Planejamento Financeiroa
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