15 fatos sobre a previdência aberta no Brasil

futuro

1. A captação líquida até setembro de 2013 foi positiva em R$ 21 bilhões

2. A captação líquida em julho de 2013 foi negativa em R$ 380 milhões, único mês com saída de recursos maior que a entrada.

3. A carteira total de investimentos dos fundos de previdência aberta atingiu R$ 358,8 bilhões, em setembro de 2013.

4. Como a taxa de juros real, acima da inflação, caiu na economia brasileira, os investidores não conseguirão mais obter os 12% de rentabilidade acima da inflação, que obtinham no passado em fundos de renda rixa. Para melhorar a rentabilidade será necessário diversificar mais e correr mais risco.

5. 12,6 milhões de pessoas possuem fundos de previdência aberta no Brasil

6. O VGBL representa quase 70% do total de reservas e PGBL tem 22%.

7. O PGBL é vantajoso para quem declara no formulário completo. Os recursos aplicados podem ser abatidos da base de cálculo do imposto de renda, até o limite de 12% a base de cálculo. O participante do PGBL precisa ser contribuinte da Previdência Social.  O imposto de renda incidirá na saída sobre o valor total da retirada.

8. O VGBL é indicado para quem declara no formulário simples ou não é contribuinte da Previdência Social. O imposto de renda incidirá, na saída, sobre os rendimentos auferidos.

9. Ambos tem a vantagem de não recolherem impostos no meio do caminho até o início dos resgates.

10. Ambos tem taxas de administração e carregamento que, se forem altas, podem reduzir sensivelmente a rentabilidade no longo prazo, comprometendo o benefício fiscal.

11. O ano de 2013 foi ruim pra as carteiras de renda fixa, pois a subida das taxas de juros do mercado brasileiro provocou a queda nos preços desses títulos. Quando a taxa sobe o preço dos papéis cai pois quem compra exige taxa mais adequada ao mercado que tem taxas mais altas.

12. Para a renda variável, o ano de 2013 também não foi bom. A Bolsa ainda tem perdas no ano em torno de 12%.

13. O horizonte para os planos de previdência privada precisa ser de longo prazo, portanto mudar de carteira por conta de resultados fracos no curto prazo pode aumentar as perdas ao invés de reduzi-las. As mudanças precisam ser motivadas por uma estratégia de maior ou menor risco no longo prazo.

14. A subida da taxa Selic, e consequente subida do CDI, tem ajudado um pouco a rentabilidade no curto prazo, mas não deve durar muito tempo.

15. Em 2012 57,7 mil clientes usaram a portabilidade permitida para os fundos e mudaram de seguradora.

Dados extraídos do Caderno Especial Previdência Privada do Valor Econômico de 25/11/2013.

About cesarlocatelli

Sócio Diretor da F2 Formação Financeira. Mestre em Economia e Professor de Finanças, Derivativos e Planejamento Financeiroa
This entry was posted in Frações Financeiras. Bookmark the permalink.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>