Frações Econômicas 36 – Aluguel de ações? Cash & Carry?

O aluguel de ações está cada vez mais comum no Brasil, tendo atingido o estoque de quase 25 bilhões de dólares, à frente de diversos países desenvolvidos. Vamos entender o funcionamento do aluguel de ações e suas motivações?

Por que alugar?

Imaginemos um fundo de investimentos, um fundo de previdência ou uma pessoa física que possui uma carteira de ações com uma estratégia de longo prazo e que, com certeza, não irá vender suas ações nos próximos meses. Para esse cliente, chamado doador, a possibilidade de alugar seus papéis torna-se uma alternativa para receber alguns recursos pela carteira que possui, que de outra forma ficaria parada.

Qual é o valor do aluguel para o doador?

Para termos uma ideia, entre 25 e 29/7/13, foram alugadas ações preferenciais de Petrobras num valor próximo de 740 milhões de reais. As taxas a serem recebidas pelos doadores ficaram com média de 0,32% ao ano. A aluguel é sujeito a imposto de renda da mesma forma que as operações de renda fixa.

Quem tem ações para alugar?

Segundo a BM&FBovespa no ano de 2013 até junho, cerca de 41% dos doadores eram investidores estrangeiros, 31% eram fundos mútuos e 23% eram pessoas físicas.

Por que tomar aluguel?

baixaPara entender o lado do tomador do aluguel precisamos imaginar um fundo ou um investidor que acredita que o preço de uma ação vá cair. Se ele conseguir vender agora para comprar daqui a algum tempo, esse tomador pode obter um lucro vendendo antes por um preço mais alto do que vai comprar depois. Ele lucrará se sua estratégia der dado certo e o preço da ação de fato cair.

No entanto, como é possível vender antes de comprar, se ele nem tem a ação? É nesse momento que entra o aluguel, pois o tomador, ao contratar o aluguel, fica com as ações disponíveis para venda sem tê-las comprado. No instante seguinte a tomar o aluguel, ele vende as ações no mercado e só precisará comprá-las de volta quando for entregá-las de volta ao doador do aluguel, aquele que alugou as ações para ele.

Na prática, o tomador “toma” as ações por empréstimo, vende no mercado, compra de volta e devolve ao doador que emprestou as ações para ele.

Qual é o valor do aluguel para o tomador?

Entre 25 e 29/7/13, foram alugadas ações preferenciais de Petrobras num valor próximo de 740 milhões de reais. As taxas a serem pagas pelo tomadores ficaram com média de 0,34% ao ano.

Quem são os tomadores de aluguel?

Segundo a BM&FBovespa no ano de 2013 até junho, cerca de 60% dos tomadores eram fundos mútuos e 25% eram investidores estrangeiros.

Qual é o risco de crédito para o doador?

Quando é contratado o aluguel, a BM&FBovespa assume o papel de Contraparte central garantidora. Isso quer dizer que a bolsa assume o risco das partes interessadas entre o fechamento do negócio e sua liquidação.  Mesmo que o tomador não devolva as ações, a Bolsa fará isso e executará as garantias que foram pedidas ao tomador, lá no início da operação. Assim é possível afirmar que o doador não corre o risco de crédito de tomador, mas sim, o risco de crédito da BM&FBovespa, que é a garantidora.

Quais as formas de contratos?

O que é cash & carry?

É uma estratégia em que primeiro se compra uma determinada ação ou um índice, para em seguida vender, geralmente, um contrato futuro da ação ou do índice. Essa estratégia é adotada quando se quer arbitrar que o preço da ponta comprada e o preço da ponta vendida vão se aproximar. Os preços podem se aproximar pela subida da ponta comprada, pela queda da ponta vendida, ou pelos dois movimentos. A estratégia será perdedora se os preços se afastarem.

O que é cash & carry reverso?

O cash & carry reverse é uma combinação de uma posição vendida em uma ação ou um índice com uma posição comprada no futuro. Essa estratégia em geral usa o aluguel de ações para montar a posição vendida no mercado à vista para então comprar no mercado futuro. Essa arbitragem é possível nos momentos em que o preço futuro é inferior ao preço à vista. A estratégia funciona como se vendêssemos mais caro hoje para comprar mais barato no futuro.

Para saber mais:

http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/Servicos/download/Folheto_Emprestimo_Ativo.pdf

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Frações Financeiras 35 – Cupom cambial, o que é?

canstockphoto3937502O cupom cambial é a taxa de juros em que são negociadas transações indexadas ao dólar no Brasil. Por exemplo, se uma empresa toma RS 2.250.000, equivalentes a US$ 1 milhão, para pagar em 1 ano e o valor é corrigido pelo dólar mais 2,5% ao ano, dizemos que o cupom cambial dessa operação é 2,5% ao ano. No resgate, será calculado, pela taxa de câmbio do dia, o valor em reais de US$ 1.025.000. Ou seja, a variação da taxa de câmbio, para mais ou para menos, será cobrada da empresa mais o cupom cambial.

Swap cambial

O Banco Central tem feito regularmente leilões de swap cambial, em que ele fica passivo em variação cambial mais cupom e ativo em Selic. Sua contraparte, por outro lado, fica com ativo em variação cambial mais cupom. No leilão realizado em 19/07/2013 o cupom cambial ficou em 1,63% ao ano. Isso significa que tudo funciona para um investidor que comprou o swap do BC, como se ele tivesse tomado recursos do BC pagando Selic e, ao mesmo tempo, aplicado recursos no BC recebendo variação cambial mais 1,63% ao ano. O BC, por outro lado, vai pagar o valor acordado corrigido pelo dólar e vai receber corrigido pela taxa Selic.

Exemplo

Digamos que o BC tenha vendido um swap cambial de 1 ano, com valor de US$ 1.000.000 com cupom de 2%. Digamos, também que no momento da operação a taxa de câmbio fosse R$2,20 por dólar. No momento do resgate o BC deve pagar US$ 1.020.000, que equivale a US$ 1 milhão de valor inicial acrescido do cupom de 2% em 1 ano. Esse valor deve ser convertido para reais pelo dólar da data do vencimento da operação. O BC deve, ainda, receber R$ 2.200.000 corrigidos pela taxa Selic acumulado no período. Se o valor corrigido pela variação cambial for maior do que o valor corrigido pela taxa Selic, o BC pagará a diferença. Caso contrário, o valor corrigido pela taxa Selic é maior do que o valor corrigido pelo dólar, a empresa que fez o contrato de swap com o BC deverá pagar a diferença.

Captação fora com aplicação no Selic e swap

Imaginemos, agora, um banco brasileiro que tome recursos fora do Brasil para pagar no dia 01/08/2013. Se ele representar baixo risco de crédito, vai pagar por esse empréstimo a taxa internacional, que está muito baixa. Para se ter uma ideia a Libor de 3 meses está em 0,26% ao ano. Só para exemplificar, digamos que nosso banco tome recursos a Libor +0,24% ao ano, ou seja, quase duas Libor, seu custo seria 0,5% ao ano.

Ele vende seus dólares e aplica no Brasil em taxa Selic, que tem ficado perto de 8,40% ao ano. Por enquanto, ele tem um passivo em dólares mais 0,5% ao ano e um ativo rendendo taxa Selic. Para não correr o risco da variação cambial ele compra swaps cambiais do BC. Ao fazer isso ele agrega, ao que já possui, um passivo em Selic e um ativo em câmbio mais o cupom de 1,63% do último leilão.

O ativo em Selic zera, é anulado, com o passivo em Selic do swap. Na ponta do câmbio ele deve câmbio mais 0,5% para quem emprestou dinheiro para ele lá fora e tem a receber do BC câmbio mais 1,63% do BC. Grosso modo, ele travou seu ganho em algo próximo a 1% ao ano e não tem mais risco de variação do câmbio.

Futuro na BM&F

É possível fazer a mesma trava, sujeita obviamente à liquidez do mercado, no mercado futuro de dólares e no mercado futuro de cupom cambial. Exemplificando: se o dólar ä vista está cotado a R$ 2,258 e o futuro para 1 de agosto está cotado a R$ 2,272, sabemos que está embutida nessas cotações uma variação cambial próxima a 6% ao ano. Ao tomar recursos fora do Brasil a 0,5% ao ano, aplicar no Brasil a uma taxa Selic de 8,4% ao ano e comprar o câmbio futuro a 6% ao ano, o investidor estará travando seu ganho, grosso modo, a pouco menos de 2% ao ano.

Arbitragens

Esses ganhos com swap ou futuros nos dão uma ideia do que é possível ganhar com arbitragens de juros externos com juros internos, no entanto, a conta não é precisa pois para estimar adequadamente os valores precisaríamos considerar todos os custos envolvidos, as corretagens, eventuais pagamentos de ajustes, eventuais imposto, etc.

Posição vendida

A maior possibilidade de ganho, como sempre, se dá quando o investidor corre maior risco, nesse caso o risco da variação cambial. Pois toma dinheiro no exterior a, digamos, 0,5% ao ano e aplica no Brasil a 8,4% ao ano. Se a variação cambial for zero, ou seja, a taxa de câmbio se mantiver a R$ 2,25 até a hora dele comprar os dólares para pagar sua dívida, ele embolsará a diferença entre as taxas. Essa operação é mais comum, mas deve ser monitorada o tempo todo para comprar o câmbio ao primeiro sinal de desvalorização do real.

Resumindo

Ficar vendido já significa que se subir você perde. Ficar comprado já significa que se cair você perde. Quando você vende à vista e compra futuro, a gente não diz que você está vendido, diz que está travado ou “hedgeado”. Em alguns momentos alguns bancos vendem no mercado à vista e não compram no futuro para ter a chance de ganhar mais. Aqui, se ocorrer a desvalorização e o dólar subir, eles vão perder. Em outros vendem no mercado à vista e compram swap ou futuro e aí ganham a diferença e estão imunes a qualquer variação do câmbio.

O fluxo cambial e as posições dos bancos

As posições compradas ou vendidas dos bancos, em geral, não dependem da entrada ou saída de dólares do país, mas sim da aposta que eles se dispõem a fazer em desvalorização do real, ocasião em que ficam comprados, ou da aposta em valorização do real ou manutenção da taxa e, nesse caso, ficam vendidos.

Os supridores usuais de dólares para o fluxo do dia a dia são os exportadores e as empresas que fazem investimentos diretos ou em carteira no Brasil. Os compradores são os importadores e aqueles que remetem lucros ou dividendos ou fazem investimentos fora do Brasil. A atuação dos bancos, no dia a dia, é de mero intermediário.

Se, quando computadas todas as entradas e saídas do dia ainda faltarem dólares o ajuste ou se dará pela subida da taxa de câmbio ou por intervenção do BC. Ao subir a taxa no mercado, exportadores ou outros que tenham dólares acabam se animando a vender e suprem a falta de dólares. O BC não tem compromisso de vender, mas pode fazê-lo para diminuir a volatilidade. Se o BC não entrar e quem tem dólares resolver não vender, a cotação subirá, até que o vendedor apareça ou o comprador desista e adie sua compra. Os bancos só venderão dólares, aumentando sua posição vendida ou diminuindo sua posição comprada, se acreditarem que a taxa vai permanecer no mesmo patamar ou cair. Eles não vão suprir a demanda simplesmente para atender o mercado.

Do outro lado, quando sobram dólares, o ajuste se dará por queda na taxa ou por compra do BC ou pelos dois juntos, que foi o cenário que vimos durante todo o tempo que o BC acumulou 370 bilhões de dólares de reservas.

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Frações Financeiras 34 – Dólares para viajar? Banco Central divulga ranking de preços

O Banco Central do Brasil passou a divulgar em seu sítio o ranking das taxas de câmbio cobradas pelas diferentes instituições financeiras brasileiras. Desse modo, quem precisa comprar moeda estrangeira para viajar, por exemplo, pode ver quais instituições cobraram menor preço de seus clientes no mês anterior.

finanças internacionaiQuais foram os preços máximos e mínimos em junho de 2013?

Quando inserimos o volume que queremos, por exemplo, comprar de dólares para uma viagem ao exterior o sistema nos mostra os valores cobrados por cada instituição no mês anterior. Assim, se colocarmos no sistema do BC que queremos comprar 2.000 dólares americanos em espécie, para uma viagem internacional, aparecerá uma lista onde o BTG Pactual aparece em primeiro lugar com um custo total por dólar de R$ 2,187, em último lugar aparecerá o Banco Rendimento com R$ 2,461 e outras 86 instituições apareceram com preço intermediários.

O que significa dizer que o VET médio do Banco do Brasil em junho de 2013 foi R$ 2,259?

VET quer dizer Valor Efetivo Total, que deve englobar todos os custos que o cliente terá ao comprar os dólares. A vantagem do VET é que já estão considerado os custos: da moeda estrangeira, eventuais taxas e eventuais tributos que incidam sobre a transação. Em resumo, somando-se todos os custos para o clientes do Banco do Brasil, que realizaram mais de 7.000 transações em junho de 2013, e calculada a média, chega-se a R$ 2, 259 por dólar.

Quais foram o máximo e o mínimo para cartões pré-pagos?

O cartão pré-pago é uma alternativa à compra de papel moeda e é melhor do que o cartão de crédito porque não tem incidência de IOF. O Banco Bonsucesso teve o menor VET médio 2,216 reais por dólar e o maior valor foi da Sol Corretora de Câmbio com 2,341 reais por dólar, ambos valores médios de junho de 2013 para cartões pré-pagos. Na lista de cartões pré-pagos aprecem 69 instituições. Registre-se que a distância entre VET médio máximo e mínimo é menor no cartão do que no papel moeda.

O VET médio é mostrado somente para compra de dólares americanos?

O Ranking do VET disponibilizado pelo Banco Central nos mostra cotações para compra e venda em diversas moedas. Encontramos cotações das principais moedas como euro, libra esterlina e renmimbi iuan.

A criação e a obrigatoriedade de informação do VET

A criação do Valor Efetivo Total foi aprovada pela Resolução 4.021/2011. As diversas operações de crédito foram contempladas. A medida também disciplinou e padronizou as tarifas passíveis de cobrança pela prestação de serviços vinculados a operações de câmbio manual para compra ou venda de moeda estrangeira, relacionada a viagens internacionais. A obrigatoriedade de informar o VET nas operações de câmbio, antes de concluir a transação, foi anunciada em 15/3/2013.

As instituições têm, ainda, a obrigação de encaminhar ao BC da informação sobre o VET praticado. “Além de facilitar a comparação entre as ofertas disponíveis no mercado, o VET contribui para o melhor entendimento e para a transparência dos custos relativos a operações de troca de moeda”, afirma o sítio do Banco Central.

Vantagem e Desvantagem

Ao apresentar médias mensais do Valor Efetivo Total, não é possível identificar exatamente os valore praticados. É, portanto, necessário, ter cuidado na avaliação do ranking para não se chegar a conclusões enganosas em momentos de grande volatilidade. Ressalte-se que o acompanhamento criterioso das cotações permitirá ao cliente conhecer as instituições que praticam taxas mais vantajosas.

Para ter acesso ao ranking busque https://www3.bcb.gov.br/rex/vet/index.asp .

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10 temas importantes da ata do Copom julho/2013

1 Inflação

reuniãoO IPCA variou 0,26% em junho, ante 0,37% em maio, de acordo com o IBGE.

A desaceleração mensal do IPCA foi favorecida, principalmente, pelo arrefecimento, de 0,31% para 0,04%, nos preços do grupo alimentação e bebidas.

O índice de difusão atingiu 55,34% em junho, ante 63,01% em maio.

Considerados períodos de doze meses, o IPCA aumentou 6,70% em junho, ante 6,50% em maio.

 2 Crédito e inadimplência

A relação crédito/PIB atingiu 54,7%, ante 54,3% em abril e 50,3% em maio de 2012.

A taxa de inadimplência do sistema financeiro, correspondente às operações com atraso superior a noventa dias, situou-se em 3,6% em maio, permanecendo estável pelo quarto mês consecutivo.

Os indicadores referentes às operações com pessoas físicas e jurídicas mantiveram-se estáveis em relação a abril, 5,3% e 2,3%.

 3 Atividade econômica

Assim como outros indicadores mensais de atividade, o relativo à indústria tem estado volátil em meses recentes, o que em parte reflete ajustes no número de dias úteis decorrentes de feriados móveis.

Nesse contexto, a produção industrial recuou 2,0% em maio, revertendo a alta de 1,9% observada em abril, de acordo com a série da produção industrial geral dessazonalizada pelo IBGE.

4 Avaliação prospectiva das tendências da inflação 

Desde a última reunião do Copom, a mediana das projeções coletadas pelo Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais (Gerin) para a variação do IPCA em 2013 manteve-se inalterada em 5,81%. Para 2014, a mediana das projeções de inflação elevou-se de 5,80% para 5,90%.

Importa destacar ainda que, para o Comitê, depreciação cambial constitui fonte de pressão inflacionária em prazos mais curtos.

 5 Mercado de trabalho

 A taxa de desemprego permaneceu estável em 5,8% em maio, nas comparações com abril e com igual mês de 2012, de acordo com a PME, do IBGE, realizada nas seis principais regiões metropolitanas do país.

No mercado de fatores, o Copom destaca a estreita margem de ociosidade no mercado de trabalho e pondera que, em tais circunstâncias, um risco significativo reside na possibilidade de concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade e suas repercussões negativas sobre a inflação.

 6 Ambiente externo

A recuperação da economia mundial se mantém em ritmo moderado.

Nos EUA, os indicadores econômicos mais recentes indicam que a atividade econômica segue se beneficiando da recuperação nos mercados imobiliário e de trabalho.

Zona do Euro, a taxa de desemprego atingiu novo recorde em maio, 12,2%. Na China, os sinais desaceleração da atividade seguem sendo capturados pelo indicadores de investimentos em ativos fixos e de produção industrial.

 7 Volatilidade e bolsas de valores

No período entre as reuniões, o índice CBOE VIX, que havia atingido 14,8 pontos, alcançou 20,5 pontos em 20 de junho, maior valor desde 28 de dezembro de 2012.

Diversos mercados acionários se desvalorizaram, com destaque para os índices Ibovespa do Brasil, Shanghai Composite da China, Istanbul Stock Exchange National 100 Index da Turquia e FTSE MIB da Itália.

 8 Preços das commodities

No mercado internacional de commodities, a ampla oferta de grãos e as perspectivas de boas safras em 2013/2014 têm mantido os preços das agrícolas em queda, em particular milho e trigo.

No mercado de commodities metálicas, os recuos de preços seguem sendo explicados pelas incertezas em relação à demanda chinesa e pela valorização do dólar, mais recentemente amplificada pela perspectiva de diminuição dos estímulos monetários nos EUA.

De forma diversa, o aumento das tensões geopolíticas na Síria e no Egito traduziu-se em pressão altista para os preços do petróleo.

9 Comércio exterior e reservas internacionais

A balança comercial brasileira registrou superavit de US$2,4 bilhões em junho, resultado de exportações de US$21,2 bilhões e importações de US$18,8 bilhões.

As reservas internacionais no conceito de liquidez, que inclui linhas com recompra, totalizaram US$371,1 bilhões em junho, reduções de US$3,3 bilhões no mês e de US$7,5 bilhões no ano.

 10 Mercado monetário e operações de mercado aberto

 A taxa real de juros, medida pelo quociente entre a taxa nominal de um ano e a expectativa de inflação (suavizada) para os próximos doze meses, elevou-se de 2,53% em 27 de maio para 3,35% em 8 de julho, devido principalmente ao aumento das taxas de juros nominais.

 Em 8 de julho, o saldo líquido passivo em câmbio do Banco Central em swaps cambiais alcançou o equivalente a US$25,2 bilhões em valor nocional.

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