Focus – Relatório de Mercado de 30/01/2015

Vamos ver as principais previsões dos economistas das instituições financeiras para 2015 e 2016? 

IPCA

Previsão do IPCA, para os próximos 12 meses, cai de 6,69% para 6,61% e volta ao que era há 4 semanas (6,60%).

Para o ano de 2015, previsão do IPCA se mantém quase estável: passa de 6,99% para 7,01%. O mercado só acredita em queda da inflação para 2016, prevendo 5,60% no ano.

Taxa de Câmbio

Há um mês estável, a taxa de câmbio para o final de 2015 é vista em R$ 2,80 por dólar. Para o final de 2016 o mercado prev^R$ 2,90 por dólar.

Taxa Selic

A taxa básica Selic é prevista para ter uma média de 12,47% no ano de 2015 e fechar o ano em 12,50%.

Dívida Líquida do Setor Público

Espera-se que a dívida líquida do setor público fique em 37% do PIB. A dívida fechou dezembro em 36,7% do PIB. Essa quase estabilidade denota que não se espera supresas do lado fiscal.

PIB

A previsão de crescimento do PIB está em 0,03%, ou crescimento quase inxistente. Para 2016, o crescimento esperado é de 1,50%

Balanço de Pagamentos

Do lado do balanço de pagamentos espera-se pequeno superavit comercial de US$ 5 bilhões, investimentos estrangeiros diretos de US$ 59,2 bilhões e deficit nas transações correntes de US$ 78 bilhões. Em outras palavras, estabilidade no balanço de pagamentos com deficit em trasações correntes financiado por investimentos e pequeno superavit comercial. As reservas brasileira, nesse caso, devem se manter acima do US$ 370 bilhões.

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20 dados importantes sobre emprego e renda em 2014

Vamos ver as principais conclusões da Pesquisa Mensal do Emprego[1] do IBGE para dezembro de 2014?

Comecemos, então, com o gráfico comparativos do meses de dezembro dos últimos anos,

IBGE 12 2014 1

Entre outros dados, veremos nesse texto que:

- Rendimento dos pretos e pardos equivale a 58,0% dos rendimentos dos brancos

- 65,4% dos trabalhadores têm 11 anos ou mais de estudo

- Rendimento das mulheres equivale a 74,2% do rendimento dos homens

- Renda do trabalho doméstico sobre 69,9% em 11 anos

- Desemprego médio em 2014 foi 4,8% contra 12,4% em 2003

O IBGE divulgou em 29/01/2015 o relatório do qual vamos retirar as informações mais relevantes para uma avaliação do emprego e da renda do trabalho no Brasil

1 Desemprego de 4,3% em dezembro 2014

Em dezembro de 2014, a taxa de desocupação foi estimada em 4,3%, repetindo o percentual de dezembro de 2013 e mantendo o menor nível de toda a série histórica da PME.Em novembro de 2014, a taxa tinha sido de 4,8%.

Veja o gráfico da desocupação nos últimos meses.

IBGE 12 2014 2

2 Desemprego médio em 2014 foi 4,8% contra 12,4% em 2003

Já a taxa de desocupação média de janeiro a dezembro de 2014 foi estimada em 4,8% (a menor da série), contra 5,4% em 2013.

Em relação a 2003 (12,4%), a redução chegou a 7,5 pontos percentuais.

Se considerarmos que temos, aproximadamente, 100 milhões de trabalhadores no Brasil e extrapolando os dados das regiões metropolitanas para o país todo, chegamos à conclusão que criamos 7,5 milhões de empregos entre 2003 e 2014.

3 Média anual da população desocupada

Em 2014, a média anual da população desocupada foi estimada em 1,176 milhão de pessoas desocupadas. Esse número é 54,9% menor que o de 2003, que foi de 2,608 milhões.

A média de desocupação de 2014 foi, também, 10,8% abaixo da média de 2013 (1,318 milhão).

Considerando só o mês de dezembro de 2014, a população desocupada nas seis regiões pesquisadas (1,051 milhão) recuou 11,8% em relação a novembro (1,192 milhão) e 0,9% contra dezembro de 2013 (1,061 milhão).

4 Média anual da população ocupada em 2014

A média anual da população ocupada nas seis regiões pesquisadas em 2014 foi estimada em 23,087 milhões de pessoas, recuando 0,1% em relação a 2013, quando este contingente era de 23,116 milhões.

5 Média anual da população ocupada em dezembro de 2014

Em dezembro de 2014, a população ocupada nas seis regiões pesquisadas chegou a 23,224 milhões, recuando 0,7% em relação a novembro e ficando estatisticamente estável (0,5%) frente a dezembro de 2013.

6 Carteira assinada 50,8% contra 39,7% em 2003

O percentual médio de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado em relação à população ocupada passou de 50,3% (11,6 milhões) em 2013, para 50,8% (11,7 milhões) em 2014.

Em 2003 essa proporção era de 39,7% (7,3 milhões). Em 12 anos esse contingente cresceu 59,6% (ou mais 4,4 milhões).

Em dezembro de 2014, havia 11,807 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, apresentando estabilidade no mês e no ano.

7 Média do rendimento real sobe para R$ 2.104,16 contra R$ 1.581,31 em 2003

Em 2014, a média anual do rendimento habitual real da população ocupada (R$ 2.104,16) cresceu 2,7% em relação a 2013 (R$ 2.049,35).

Em relação a 2003 (R$1.581,31), houve um ganho de 33,1% (ou cerca de R$ 522,85).

8 Renda do trabalho doméstico sobre 69,9% em 11 anos

De 2003 a 2014, o rendimento habitual real nos serviços domésticos teve o maior aumento (69,9%) entre os grupamentos de atividade pesquisados pela PME.

Em dezembro de 2014, o rendimento médio habitual dos ocupados era R$ 2.122.10. Houve queda de 1,8% em relação a novembro (R$ 2.161,93) e alta de 1,6% contra dezembro de 2013 (R$ 2.089,57).

9 Média anual da massa de rendimento

A média anual da massa de rendimento real mensal habitual em 2014 (R$ 49,3 bilhões) cresceu 3,0% em relação a 2013 e 66,0% contra 2003.

Em dezembro de 2014, a massa de rendimento real habitual (R$ 50.015 milhões) caiu 2,4% em relação a novembro (R$ 51.243 milhões) e subiu 1,4% em relação a dezembro de 2013 (R$ 49.307 milhões).

Já a massa de rendimento efetivo (R$ 55.180 milhões) cresceu 7,2% em relação a outubro (R$ 51.467 milhões) e cresceu 5,5% contra novembro de 2013 (R$ 52.297 milhões).

10 Rio de Janeiro mostra maior redução na população desocupada

O maior percentual de redução na população desocupada de 2014 em relação a 2013 foi na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (-23,4%), com São Paulo (-16,5%) e Belo Horizonte (-12,5%) a seguir.

Nas Regiões Metropolitanas de Salvador (14,8%), Porto Alegre (8,7%) e Recife (1,8%), por outro lado, a população desocupada cresceu entre 2013 e 2014.

11 Nível de ocupação das mulheres ainda é menor, porém cresce mais que o dos homens

O nível da ocupação, proporção entre a População Ocupada e a População em Idade Ativa (dez anos ou mais de idade), alcançou 53,3%. Frente a 2003 (50,0%) houve alta de 3,2 pontos percentuais.

O nível de ocupação das mulheres (45,4%) continuou inferior ao dos homens (62,6%), mas, em relação a 2003, seu aumento foi superior ao dos homens.

12 Sobem ocupação de jovens de 18 a24 anos e da população de cor preta ou parda.

Em relação a 2003, aumentou o nível da ocupação dos jovens de 18 a 24 anos (de 53,8% para 57,2%) e da população de cor preta ou parda (de 48,5% para 53,0%).

13 Rendimento das mulheres equivale a 74,2% do rendimento dos homens

A pesquisa apontou disparidades entre os rendimentos de homens e mulheres e, também, entre brancos e pretos ou pardos.

Em 2014, em média, as mulheres ganhavam em torno de 74,2% do rendimento recebido pelos homens – uma expansão de 0,6 ponto percentual frente a 2013 (73,6%). A menor proporção foi registrada em 2003, 70,8%.

14 Rendimento dos pretos e pardos equivale a 58,0% dos rendimentos dos brancos

O rendimento dos trabalhadores de cor preta ou parda, de 2003 para 2014, cresceu 56,3%, enquanto o rendimento dos trabalhadores de cor branca cresceu 30,4%.

Mas a Pesquisa registrou também, que os trabalhadores de cor preta ou parda ganhavam, em média, em 2014, 58,0% do rendimento recebido pelos trabalhadores de cor branca. Em 2013, esta razão era 57,4%. Destaca-se que, em 2003, não chegava à metade (48,4%).

15 Cresce a presença de pessoas com 50 anos ou mais no mercado de trabalho

De 2013 para 2014, a proporção de pessoas com 50 anos ou mais de idade na população em idade ativa aumentou de 32,3%, para 34,1%.

Neste período, a presença de pessoas com 50 anos ou mais de idade no mercado de trabalho passou de 23,6%, para 24,7%.

Em 2003, este grupo representava 16,7% da população ocupada.

16 Escolaridade de população continua crescendo

De 2013 para 2014, a escolaridade da população com 10 anos ou mais de idade aumentou.

A proporção de pessoas com 11 anos ou mais de estudo cresceu 1,4 ponto percentual (de 48,5% para 49,9%).

Em relação a 2003, quando este percentual era 34,3%, a expansão foi de 15,5 pontos percentuais em 12 anos.

17 65,4% dos trabalhadores têm 11 anos ou mais de estudo

Entre os trabalhadores, o avanço da população com 11 anos ou mais de estudo foi ainda maior, passando de 46,7% em 2003 para 65,4 % em 2014, crescimento de 18,7 pontos percentuais.

18 Trabalhadores com superior completo sobem de 13,8 em 2003 para 21,3% em 2014

Aumentou também a proporção de trabalhadores com ensino superior completo: em 2003 eles representavam 13,8% e, em 2014, 21,3%.

19 Para mais informações veja:

 http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=2816

20 A pesquisa completa está em:

www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/

 [1] A Pesquisa Mensal de Emprego produz indicadores mensais sobre a força de trabalho que permitem avaliar as flutuações e a tendência, a médio e a longo prazos, do mercado de trabalho, nas Regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

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Por que o BC subiu a taxa de juros em 0,5 ponto?

Pontos mais importantes da Ata da 188a reunião do Copom.

bc 50 anos1. BC vê inflação alta no curto prazo, entrando em longo declínio

As informações disponíveis sugerem certa persistência da inflação, o que se reflete, em parte, na dinâmica dos preços no segmento de serviços, cujos preços subiram 8,33% (8,75% em 2013).

Nesse contexto, o Comitê não descarta a ocorrência de cenário que contempla elevação da inflação no curto prazo, antecipa que a inflação tende a permanecer elevada em 2015, porém, ainda este ano entra em longo período de declínio.

2. Muitos preços estão subindo

O índice de difusão, que indica a disseminação do aumento de preços, situou-se em 68,4% em dezembro (1,0 p.p. abaixo do registrado em dezembro de 2013). Isso indica que 68,4% dos preços subiram. Esse resultado é alto, quer dizer que muitos preços estão subindo.

3. A indústria ainda sofre

O setor industrial acumula variação negativa de 3,2% até novembro de 2014. De acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o faturamento real da indústria de transformação recuou 4,9% de outubro para novembro, de acordo com a série livre de influências sazonais, e encontra-se em nível 4,8% menor do que o registrado em novembro de 2013.

4. O desemprego continua baixo e há pouca ociosidade

A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas cobertas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) situou-se em 4,8% em novembro, com aumento de 0,1 p.p. em relação ao mês anterior e de 0,2 p.p. em relação a novembro de 2013.

Em suma, dados disponíveis indicam estreita margem de ociosidade no mercado de trabalho, embora alguns dados apontem processo de acomodação.

O Comitê avalia que a dinâmica salarial ainda permanece originando pressões inflacionárias de custos.

5. O comércio continuará vendendo bem

O Copom avalia que a trajetória do comércio continuará sendo influenciada pelas transferências governamentais, pelo ritmo de crescimento da massa salarial real e pela expansão moderada do crédito.

6. Há folga na capacidade instalada da indústria

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) na indústria de transformação, calculado pela FGV, sem ajuste sazonal, alcançou 81,9% em dezembro e, na série dessazonalizada, 81,3%.

7. O deficit de transações correntes foi coberto por investimenos estrangeiros

O deficit da balança comercial atingiu US$3,9 bilhões em doze meses até dezembro. Esse resultado adveio de exportações de US$225,1 bilhões e de importações de US$229,0 bilhões, com recuo de 7,0% e de 4,4%, respectivamente, em relação ao acumulado até dezembro de 2013.

Por sua vez, o deficit em transações correntes acumulado em doze meses atingiu US$88,7 bilhões em novembro, equivalente a 4,0% do Produto Interno Bruto (PIB). Já os investimentos estrangeiros diretos totalizaram US$62,3 bilhões na mesma base de comparação, equivalentes a 2,8% do PIB.

8. A Europa ainda está fraca

Sobre a Europa, em que pesem ações de política monetária recentes, altas taxas de desemprego, aliadas à consolidação fiscal e a incertezas políticas, constituem elementos de contenção de investimentos e do crescimento.

 9. Caem preços de petróleo, commodities metálicas, agrícolas e alimentos

O preço do barril de petróleo do tipo Brent recuou desde a reunião anterior do Copom e atingiu patamares abaixo de US$50. Cabe ressaltar que a complexidade geopolítica que envolve o setor de petróleo tende a acentuar o comportamento volátil dos preços, que é reflexo, também, da baixa previsibilidade de alguns componentes da demanda global e oferta.

Desde a reunião anterior do Copom, os preços internacionais das commodities agrícolas e metálicas recuaram 8,63% e 5,04%, respectivamente.

Por sua vez, o Índice de Preços de Alimentos, calculado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), recuou 8,5% em doze meses até dezembro de 2014.

10. BC trabalha com 8% de reajuste na gasolina e 27,6% na energia elétrica

Para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados, projeta-se variação de 9,3% em 2015, ante 6,0% considerados na reunião do Copom de dezembro.

Entre outros fatores, essa projeção considera hipótese de elevação de 8% no preço da gasolina, de 3,0% no preço do gás de bujão, de 0,6% nas tarifas de telefonia fixa e de 27,6% nos preços da energia elétrica.

11. País deve ter superavit fiscal de 1,2% em 2015 e 2% em 2016

Considera-se como indicador fiscal o superavit primário estrutural que deriva das trajetórias de superavit primário de 1,2% do PIB em 2015 e de 2% do PIB em 2016. Cabe destacar, ainda, que, em determinado período, o impulso fiscal equivale à variação do superavit estrutural em relação ao observado no período anterior.

12. Qual é a expectativa do mercado para o IPCA?

Desde a última reunião do Copom, a mediana das projeções coletadas pelo Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais (Gerin) para a variação do IPCA em 2015 passou de 6,49% para 6,72% e, para 2016, de 5,70% para 5,60%.

13. Com que dólar e taxa de juros o BC trabalha?

O cenário de referência leva em conta as hipóteses de manutenção da taxa de câmbio em R$2,65/US$ e da taxa Selic em 11,75% ao ano em todo o horizonte relevante.

14. O que o BC acha do cenário internacional?

O Copom considera que, desde sua última reunião, permaneceram elevados os riscos para a estabilidade financeira global.

Em 2014 as taxas de crescimento de importantes economias foram menores do que se antecipava. Mesmo assim prevalece tendência de atividade global mais intensa ao longo do horizonte relevante para a política monetária.

As  perspectivas indicam recuperação da atividade em algumas economias maduras e intensificação do ritmo de crescimento em outras.

Mesmo com a força da demanda doméstica, importantes economias emergentes experimentam período de transição e de moderação no ritmo de atividade.

 15. Posto isso, qual foi a decisão do Copom?

Diante do acima exposto, avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 12,25% a.a., sem viés.

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Quer entender um pouco do imbróglio do balanço da Petrobras?

petrobrasVamos começar com uma analogia?

Você comprou uma casa por R$ 500 mil reais. Depois de um tempo, você descobriu que o corretor recebeu mais do que deveria. Ao invés de receber a corretagem padrão, ele recebeu mais. Sua casa está “contablizada” no seu imposto de renda por R$ 500 mil, mas pode ser que valha menos do que isso porque você descobriu essa história do corretor.

Como proceder?

A melhor forma seria procurar pessoas que trabalham no mercado imobiliário e pedir algumas avaliações da sua casa. Tentando dessa forma descobrir por quanto você conseguiria vender sua casa se assim quisesse.

Contabiliza-se pelo novo valor

Descoberto o valor de mercado você teria uma boa ideia de quanto sua casa realmente vale. Esse processo se chama marcação a mercado, que é tentar descobrir por quanto conseguiríamos nos desfazer de ativos que temos, no nosso exemplo por quanto vendria sua casa. A partir da marcação a mercado contabilizamos o novo valor e a diferença será lançada como prejuízo se a casa valer no mercado menos do os R$ 500 mil ou lucro se o valor de mercado for superior.

Dificuldades adicionais

A dificuldade desse processo aumenta exponencialmente se temos que avaliar uma refinaria. Se tivéssemos muitas negociações envolvendo compras e vendas de refinarias, a solução seria simples. Não é esse o caso.

A Petrobras tem R$ 600 bi de ativos imobilizado, que é constituido por imóveis, refinarias,  plataformas, prédios e todos outros tipos de ativos fixos. Existe a suapeita de que a empresa pagou a mais do que o devido sobre 1/3 desse valor, ou, cerca de R$ 188 bi.

Duas tentativas

Eles tentaram caminhar por dois métodos. Um foi determinar o valor do dinheiro desviado e abater do valor contabilizado do imobilizado. Porém, é impossível saber o quanto foi efetivamente pago a mais. Esse método não se revelou adequado. O outro método é avaliar qual seria o valor justo do imobilizado e compará-lo com o valor contábil. Esse método revelou que entre ativos avaliados para maior e ativos avaliados para menor, a diferença seria de R$ 60 bilhões. Explicando: a consultoria, contratada para reavaliar aqueles ativos que estavam na contabilidade com valor de R$ 188 bi, acha que esses ativos valem cer de R$ 128 bi. Ou seja, que estão contabilizados por R$ 60 bi a mais.

Diminuir o ativo e lançar diferença a prejuízo

A empresa deveria, ao julgar que esse novo número é razoável, colocar em seu balanço que os ativos valem R$ 60 bi a menos e lançar esse valor a prejuízo.

Ocorre, ainda, que esse cálculo tem muita incerteza. Então a diretoria da empresa resolveu divulgar o valor da perda estimada por essas consultorias para dar uma ideia para o mercado e tentar buscar outro método mais confiável. Quando tiver mais segurança do valor a ser jogado para prejuízo a empresa fará isso e seu ativo imobilizado será reduzido desse valor, que pode ser maior ou menor que R$ 60 bi.

As ações na Bolsa hoje

Os operadores do mercado financeiro, que derrubaram o preço da ação em perto de 10%, fizeram a seguinte conta se o ativo da empresa cair 10% de R$ 600 bi para R$ 540 bi, a empresa “perderá” 10% de seu valor. Parece exagerado. Mas o tempo dirá.

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