Os sete pecados capitais nos investimentos

Artigo bem interessante da revista Kiplinger, sobre os erros mais comuns que cometemos em nossos investimentos, veja os principais pontos bem resumidos.

Seguir a manada

O que vale para bons produtos, quase nunca é verdade no mercado financeiro. Quando todos estão comprando com maior força, em geral, representa mercado em final de ciclo de alta.

Submeter-se ao medo

Mais do que a volatilidade, o maior risco real é temer o risco. Se você fica por tempo demais em títulos de baixo risco você perde muitas oportunidades.

Segurar um investimento por tempo demais

É saudável rever a carteira pelo menos uma vez por ano e vender um pouco do que deu muito resultado positivo.

Desprezar o rebalanceamento da carteira

Para bem gerenciar o risco é necessário diversificar, incluindo ações, ações estrangeiras, títulos e, mesmo, imóveis e commodities.

Complicar

Ter muitas aplicações diferentes encarece custos de taxas e tempo.

Pagar muitas taxas

Pequenas diferenças nas taxas por longo período de tempo fazem grande diferença.

Deixar de seguir um plano

O maior pecado em investimentos é deixar de formular e seguir um plano

 Veja mais em http://bit.ly/1gneylz

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O momento da economia brasileira na visão de Tombini – 15 pontos

O texto abaixo foi extraído de discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil, na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, em 18/09/2013. Vamos aos 15 pontos:

Resultado do BC 1º. Semestre 2013

1 O Banco Central do Brasil apresentou resultado positivo de R$17,7 bilhões no primeiro semestre de 2013.

Posição vendida em swaps

2 O Banco Central, após ter liquidado todas as suas posições com swap cambial no final de março de 2013, voltou a realizar leilões desse instrumento, acumulando posição vendida em câmbio no montante de US$25,2 bilhões (equivalentes) ao final do primeiro semestre de 2013.

Transição positiva no cenário internacional

3 Em relação ao cenário internacional, o principal destaque é o processo de transição em curso na economia mundial. Diga-se de passagem, transição positiva, pois significa que a recuperação da maior economia do mundo está ganhando força e isso representará à frente maior crescimento da economia e do comércio global.

Início da normalização das condições monetárias nas economias avançadas

4 Nos últimos cinco anos, o mundo conviveu com a flexibilização das condições monetárias nas economias avançadas. A política monetária convencional foi ao extremo, com taxas de juros próximas a zero. Além disso, foram adotadas várias iniciativas não convencionais, como a injeção direta de liquidez nos respectivos sistemas financeiros. No entanto, o processo de normalização das condições monetárias nas economias avançadas já se iniciou.

Aumento na entrada de recursos de longo prazo

5 No Brasil, nos últimos anos, observamos uma mudança na composição dos ingressos de recursos estrangeiros, com o aumento dos capitais de mais longo prazo e a moderação dos capitais de curto prazo. Essa recomposição tem sido importante especialmente nesse momento de maior volatilidade nos mercados internacionais.

Nosso colchão de liquidez

6 Ao longo dos últimos dois anos, continuamos ampliando nosso colchão de segurança e de liquidez. Adicionamos quase US$90 bilhões às nossas reservas internacionais, que hoje ultrapassam US$370 bilhões.

Oferta de swaps e linhas

7 Em 22 de agosto, o Banco Central do Brasil anunciou o programa de leilões de swap cambial e de venda de dólares com compromisso de recompra. Esse programa, além de conferir previsibilidade, ofertará aos agentes econômicos proteção cambial (hedge) superior a US$100 bilhões (equivalentes), se considerarmos o montante de proteção que já foi disponibilizado. Com isso, o Real apreciou quase 8% em relação ao dólar norte-americano desde o lançamento do programa, sendo o Real destaque positivo entre as principais moedas durante esse período.

Percepção mais pessimista do que a realidade

8 Como já havia afirmado, recentemente, a percepção de muitos agentes econômicos estava – e ainda está – mais pessimista do que a realidade dos números. O produto interno bruto (PIB) do segundo trimestre de 2013 cresceu 1,5%. Isso significa um ritmo de crescimento, em termos anualizados, de mais de 6%.

Taxa de desempregos e crédito

9 A taxa de desemprego permanece em níveis historicamente baixos, e há geração de novos postos de trabalho. O crédito continua se expandindo em ritmo sustentável. Observamos nos últimos meses, inclusive, redução da inadimplência e do comprometimento de renda das famílias.

Energia, folha de pagamento e câmbio mais favoráveis à industria

10 Pelo lado da oferta da economia, observamos que a indústria apresenta retomada gradual. Em linhas gerais, as condições de competitividade desse segmento econômico estão melhores, com redução do preço de um dos seus principais insumos – a energia, além da desoneração da folha de pagamento para diversos setores e o câmbio em um patamar mais favorável para a produção doméstica.

Crescimento de 15,5% da safra de 2013

11 Por fim, o setor agrícola continua a renovar recordes de produção de grãos – ano após ano. Em 2013 a previsão para a safra brasileira de grãos é de 187 milhões de toneladas, o que representa expansão superior a 15,5% em relação à safra de 2012.

Varejo mostra perspectiva de melhora

12 O crescimento das vendas no varejo em julho deste ano, por exemplo, divulgado semana passada pelo IBGE, corrobora a perspectiva de melhora da economia e da confiança.

Há um ano IPCA estava em 4,9%

13 Em julho de 2012, ou seja, há pouco mais de um ano, o índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) acumulado em doze meses estava em torno de 4,9%.

Inflação em patamar desconfortável

14 Os choques de oferta que observamos na sequência, primeiro de origem externa e depois de origem interna, registrados no segmento agrícola, entre outros fatores, mudaram essa dinâmica. Como consequência, embora ainda se encontre em patamares desconfortáveis, a inflação acumulada em doze meses já retomou a tendência de declínio, após alcançar o pico em junho deste ano.

Natural correção do câmbio

15 A desvalorização e a volatilidade da taxa de câmbio verificadas nos últimos meses ensejam uma natural e esperada correção de preços relativos da economia. No médio e longo prazo esse movimento beneficiará a economia brasileira. No entanto, no curto prazo constitui uma fonte de pressão inflacionária.

A íntegra do discurso está em:

http://www.bcb.gov.br/pec/appron/apres/Discurso_CMO_Tombini_18-9-2013.pdf

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5 anos da queda do Lehman – avaliações contundentes de Sheila Bair

Sheila Bair foi presidente do Federal Deposit Insurance Corporation, uma agência FDICindependente criada pelo Congresso americano para manter a estabilidade e confiança do público no sistema financeiro através de seguros aos depósitos, até US$ 250 mil, e da supervisão das instituições financeiras.

Ela foi entrevistada a propósito do aniversário de 5 anos da liquidação do banco Lehman Brothers. Os pontos que se seguem foram escolhidos como mais representativos de sua avaliação da crise e do pós-crise.

Fizemos o suficiente para reduzir a vulnerabilidade?

1 “Não acho que fizemos o suficiente. Fizemos algumas coisas que ajudam, na margem, mas acho que o sistema ainda é frágil, muito mais precisa ser feito”.

O que ainda há por fazer?

2 “Temos mais capital nos bancos, não o suficiente, eles ainda estão muito alavancados, mas conseguimos aumentar o capita pelos processo de testes de estresse que começamos na crise”.

A exigência de capital não foi aumentada?

3 “Os reguladores subiram para 6% [de capital para o total dos ativos ponderados pelo risco], é um grande avança, traria US$ 90 bilhões de capital adicional, mas é preciso mais.

E quanto às securitizações?

4 “Acho que não fizemos nada quanto à reforma das securitizações e entendo que as securitizações foram a causa dos empréstimos mal feitos que vimos”.

“Parece que perdemos nossa vontade política para realizar qualquer tipo de reforma significativa das securitizações e isso é deplorável.”

Reformamos os fundo de money-market?

5 “Quanto à reforma do fundos de money-market (fundos de alta liquidez), que explodiram durante a crise e precisaram ser resgatados com recursos do contribuinte, não fizemos nada exceto por algum trabalho nas bordas”.

Há regras de resolução agora?

6 “Acredito que fizemos mais do que o público imagina [...] deveríamos ser mais explícitos para tomarem cuidado porque o comprador tem que tomar cuidado, ao investir nos grandes bancos, terão perdas se houver falências”.

Como estaríamos melhores em relação aos empréstimos imobiliários?

7 “Precisávamos de regras para os empréstimos imobiliários antes da crise. [...] A autoridade está agora com o Consumer Bureau (agência do consumidor), nós temos agora padrões para empréstimos, o que contribui. [...] Uma vez separado o interesse no risco da decisão de originar e financiar o empréstimo começamos a ter problemas, pois as pessoas que originavam eram pagas no início das operações então eles geravam volume.

Quais foram os principais erros cometidos antes da crise?

8 “Acho que no caminho que levou à crise havia três coisas que não deveríamos ter feito. [...] Precisávamos de padrões de empréstimos imobiliários. Não deveríamos ter desregulamentado os derivativos […] e acho que as exigências de capital estavam ficando cada vez mais fracas [...].”

Houve erros na crise?

9 “Precisávamos fazer algo (na crise), nunca disse que não deveríamos fazer algo, mas salvar todos a 100 centavos por dólar… [...] Por que não poderíamos ter resgatado os credores do AIG a 90 centavos por dólar?”

Por que a economia não está melhor?

10 “Se você ajuda as instituições muito grandes, eles restam com muito ativos ruins em seus livros e gastam muito tempo cuidando desses ativos. Isso os torna conservadores, os faz mais cuidadosos. […] Isso obstrui a economia [..]”.

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10 pontos importantes da ata da 177ª Reunião do Copom

Os 10 itens que se seguem foram extraídos da análise, pelos membros do Copom, da evolução recente e as perspectivas para a economia brasileira e para a economia internacional. As informações nos permitem um bom entendimento do contexto econômico nacional e externo.

Preços

1. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,03% em julho, após alta de 0,26% em junho.  A média das variações mensais das medidas de inflação subjacente, calculadas pelo Banco Central, passou de 0,39% em junho para 0,28% em julho. Assim, a variação acumulada em doze meses atingiu 6,26% (1,02 ponto percentual (p.p.) acima da registrada até julho de 2012). O índice de difusão recua desde janeiro (75,1%) e alcançou 55,1% em julho.

Indústria

2. Assim como outros indicadores mensais de atividade, o relativo à indústria tem se mostrado volátil em meses recentes, o que, em parte, reflete ajustes no número de dias úteis decorrentes de feriados móveis. Nesse contexto, a produção industrial avançou 1,9% em junho, após recuar 1,8% em maio, de acordo com a série da produção industrial geral dessazonalizada pelo IBGE.

Emprego

3. De acordo com a série dessazonalizada pelo Banco Central, a taxa de desocupação em julho ficou em 5,5%, próxima ao mínimo da série histórica (5,3%), iniciada em março de 2002. Em suma, dados disponíveis indicam estreita margem de ociosidade no mercado de trabalho, embora existam sinais mais evidentes de moderação na margem.

Comércio

4. De acordo com dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, o volume de vendas do comércio cresceu 1,7% em junho, em relação ao mesmo mês do ano anterior. O Copom avalia que a trajetória do comércio continuará a ser influenciada pelas transferências governamentais, pelo ritmo de crescimento da massa salarial real e pela expansão moderada do crédito.

Nuci da indústria de transformação

5. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) na indústria de transformação, calculado pela FGV, sem ajuste sazonal, alcançou 84,6% em agosto (84,4% em agosto de 2012) e, na série dessazonalizada pela FGV, 84,2%.

Balanço de Pagamentos

6. O saldo da balança comercial acumulado em doze meses recuou para US$4,5 bilhões em julho. Esse resultado adveio de exportações de US$239,6 bilhões e de importações de US$235,1 bilhões, com recuo de 5,6% e avanço de 2,2%, respectivamente, em relação aos doze meses anteriores. Por sua vez, o déficit em transações correntes, acumulado em doze meses, atingiu US$77,7 bilhões em julho, equivalente a 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Já os investimentos estrangeiros diretos totalizaram US$62,3 bilhões em doze meses até julho, equivalentes a 2,7% do PIB.

Crédito e inadimplência

7.  A relação crédito/PIB atingiu 55,1%, ante 55,2% em junho e 51,1% em julho de 2012. A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro atingiu 19,1% a.a. em julho, elevação de 0,6 p.p. em relação a junho e queda de 0,8 p.p. ante julho de 2012.  A taxa de inadimplência do sistema financeiro, correspondente às operações com atraso superior a noventa dias, situou-se em 3,3% em julho, com quedas de 0,1 p.p. em relação a junho e de 0,5 p.p. na comparação com julho de 2012.

Ambiente externo

8.Os mercados financeiros operaram sob intensa volatilidade, em meio às incertezas associadas à antecipação da redução dos estímulos monetários por parte do Federal Reserve (Fed). Nesse ambiente, o dólar valorizou-se em relação às moedas de economias emergentes, notadamente as de África do Sul, Brasil, Índia, Indonésia e Turquia; enquanto recuou na comparação com o euro, a libra esterlina e o iene.

Taxa real de juros ex-ante

9. A taxa real de juros, medida pelo quociente entre a taxa nominal de um ano e a expectativa de inflação (suavizada) para os próximos doze meses, elevou-se de 3,35% em 8 de julho para 3,72% em 26 de agosto, devido principalmente ao aumento das taxas de juros nominais.

Swap cambial

10. No período de 9 de julho a 26 de agosto, o Banco Central realizou leilões de contratos de swap cambial tradicional com vencimentos em novembro e dezembro de 2013 e em janeiro, fevereiro e abril de 2014. Essas operações totalizaram o equivalente a US$27,0 bilhões, dos quais US$10,0 bilhões referentes à rolagem de contratos de vencimento em 1º de agosto e 2 de setembro. Em 26 de agosto, o saldo líquido passivo em câmbio do Banco Central nesse instrumento alcançou o equivalente a US$41,0 bilhões em valor nocional.

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